

Simulações assim servem como testes para estabelecer uma sistemática de atendimento para equipes de resgate que necessitam de experiência para atender a média de 24 chamados que chegam através do número 192 e que ocorrem diariamente nos municípios de Novo Hamburgo, Estância Velha, Ivoti, Campo Bom e Dois Irmãos. A Escola Positiva de Novo Hamburgo promove a cada seis meses o curso de APH (Atendimento Pré-Hospitalar). Segundo a diretora da escola, Miriam Brandt Henkel, a capacitação é direcionada tanto a estudantes de enfermagem como à comunidade em geral. “Esse curso foi pensado também para a comunidade. Ele não tem pré-requisitos, pois pretende qualificar e tornar socorrista o cidadão comum. Justamente porque a gente nunca sabe quem pode ser a próxima vítima.”
A capacitação do curso de APH inicia em sala de aula. Lá os alunos recebem noções de anatomia e fisiologia humana além de conhecerem as leis que amparam os socorristas. Posteriormente os estudantes se preparam para as simulações, organizadas pelo SAMU. Na prática eles conseguem perceber o essencial para um bom atendimento. “O básico seria a imobilização, o transporte das vítimas até a ambulância e o primeiro atendimento mais detalhado dentro da viatura.” Comenta o Enfermeiro e Coordenador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência de Novo Hamburgo, Albino Gelsdorf. De acordo com o enfermeiro, apesar de o curso ser focado também na capacitação da comunidade, é importante ressaltar que o Atendimento Pré-Hospitalar deve ser levado a sério. “O Atendimento Pré Hospitalar está sendo bem importante no Brasil agora, ele vem com o advento do SAMU. É muito importante que as escolas de ensino estejam focadas para dar um suporte a estes profissionais que buscam a capacitação, para prepará-los quando forem contratados e convocados a assumirem um posto em um atendimento importante, como o do SAMU ou outros serviços de emergência.”
A estudante do curso técnico em enfermagem da Escola Positiva, Bárbara Schenkel acredita que as simulações no curso são importantes para evitar erros posteriores. “A sensação é uma adrenalina, é algo inesperado. Presenciar explosões, abaixar-se e esperar a cena se tornar segura, tudo isso foi visto na teoria, mas na prática do atendimento, mesmo sendo uma simulação, fica confusa."
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